[{"data":1,"prerenderedAt":93},["ShallowReactive",2],{"paspalum-repens":3},{"_id":4,"popular_names":5,"types":6,"categories":7,"cycles":8,"stratums":9,"gbif_id":10,"scientific_name":11,"name":12,"pictures":13,"canonical_name":84,"slug":85,"description":86,"planting_instructions":87,"short_description":88,"cover":89,"comments":90,"conversations":91,"plantDiscovers":92},"68da6a30e536740022021054",[],[],[],[],[],"2705655","Paspalum repens P.J.Bergius","capim-flutuante",[14,16,18,20,22,24,26,28,30,32,34,36,38,40,42,44,46,48,50,52,54,56,58,60,62,64,66,68,70,72,74,76,78,80,82],{"url":15},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/612269900/original.jpg",{"url":17},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/612269918/original.jpg",{"url":19},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/612269940/original.jpg",{"url":21},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/612269955/original.jpg",{"url":23},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/618228678/original.jpg",{"url":25},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/618228726/original.jpg",{"url":27},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/618228742/original.jpg",{"url":29},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/653007254/original.jpg",{"url":31},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/649215436/original.jpg",{"url":33},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/659764593/original.jpg",{"url":35},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/659764589/original.jpg",{"url":37},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/659764736/original.jpg",{"url":39},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/659764733/original.jpg",{"url":41},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/659764767/original.jpg",{"url":43},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/659764827/original.jpg",{"url":45},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/659764825/original.jpg",{"url":47},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/659764826/original.jpg",{"url":49},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/659766218/original.jpg",{"url":51},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/659766217/original.jpg",{"url":53},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/659766214/original.jpg",{"url":55},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/636488038/original.jpg",{"url":57},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/675333242/original.jpg",{"url":59},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/675333237/original.jpg",{"url":61},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/675333239/original.jpg",{"url":63},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/675333282/original.jpg",{"url":65},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/675333285/original.jpg",{"url":67},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/675333291/original.jpg",{"url":69},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/675333323/original.jpg",{"url":71},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/675333316/original.jpg",{"url":73},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/696027138/original.jpg",{"url":75},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/696027206/original.jpg",{"url":77},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/696027247/original.jpg",{"url":79},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/701618461/original.jpg",{"url":81},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/700463743/original.jpg",{"url":83},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/700463769/original.jpg","Paspalum repens","paspalum-repens","Capim-flutuante (Paspalum repens)\n\n- Família: Poaceae (gramíneas)\n- Origem: nativa das Américas tropicais e subtropicais\n- Outros nomes usados no Brasil, dependendo da região: capim-de-água, capim-aquático (varia localmente)\n\nDescrição geral\n- É uma gramínea aquática que vive sobre a água ou em beiras de lagos, baías, corixos e rios de correnteza lenta.\n- Forma “tapetes” ou ilhas flutuantes ao entrelaçar muitos caules, raízes e restos vegetais. No Pantanal, participa da formação dos “baceiros” (campos flutuantes).\n- Crescimento rápido, especialmente em épocas quentes e com água rica em nutrientes.\n\nComo é a planta\n- Caules: longos, flexíveis e ocos, com tecido esponjoso (aerênquima) que ajuda a boiar. Enraízam nos nós quando tocam o substrato ou material orgânico.\n- Folhas: estreitas e alongadas (em geral com poucos milímetros a até cerca de 2 cm de largura e 5–30 cm de comprimento), de cor verde viva, lisas a levemente ásperas ao toque; bainhas fechadas envolvendo o caule; lígula membranosa.\n- Inflorescência: na ponta do caule, com poucos “rácemos” (eixos) paralelos, onde ficam presas dezenas de pequenas espiguetas típicas do gênero Paspalum.\n- Flores e frutos: flores discretas, polinizadas pelo vento; produz cariopses (grão) muito pequenas.\n\nCiclo de vida e reprodução\n- Perene (vive vários anos).\n- Reproduz-se por sementes e, principalmente, por fragmentos: pedaços do tapete com nós enraizados se soltam e colonizam novas áreas.\n- Dispersão pela água (correnteza) e também por aves que carregam sementes grudadas na plumagem ou no trato digestivo.\n\nHabitat e distribuição\n- Ambientes: águas doces paradas ou de fluxo lento, margens de rios, várzeas, brejos e banhados; tolera variações do nível da água e períodos de inundação prolongada.\n- Luz: prefere sol pleno.\n- Solo/água: tolera baixa oxigenação e cresce melhor em águas com nutrientes moderados a altos.\n- Ocorrência: ampla nas Américas (do México/Caribe até a América do Sul). No Brasil é comum na Amazônia, Pantanal, Cerrado úmido e áreas alagáveis da Mata Atlântica.\n\nFunções ecológicas\n- Proporciona abrigo e local de alimentação para peixes, invertebrados, anfíbios e aves aquáticas.\n- Serve de alimento para herbívoros semiaquáticos, como capivaras; em algumas regiões é consumido por gado quando acessível.\n- Ajuda a reter sedimentos e pode reduzir erosão de margens, mas o acúmulo excessivo também pode alterar a circulação de água.\n\nBenefícios e usos\n- Forrageira em áreas alagadas naturais (palatabilidade de moderada a boa, dependendo do estágio de crescimento).\n- Pode ser útil para estabilização de margens e recuperação de áreas brejosas.\n- Contribui para a biodiversidade em banhados e lagoas naturais.\n\nPossíveis problemas\n- Em ambientes eutrofizados (com muito nutriente), forma massas densas que:\n  - obstruem canais de drenagem e navegação;\n  - atrapalham captação de água e irrigação;\n  - favorecem a acumulação de matéria orgânica e a redução de oxigênio na água.\n- Em reservatórios e valetas pode ser considerada planta daninha aquática.\n\nManejo (quando necessário)\n- Preventivo: controlar entrada de nutrientes (esgoto, fertilizantes) para evitar proliferação.\n- Mecânico: remoção de tapetes com ganchos/barcos; exige repetição, pois rebrota de fragmentos.\n- Hidrológico: variações controladas do nível da água podem desestabilizar os tapetes.\n- Químico: herbicidas aquáticos só com licença, técnica adequada e avaliação de impacto; não é a primeira escolha em áreas naturais.\n\nDiferenças em relação a espécies parecidas\n- Urochloa/Brachiaria aquáticas (por exemplo Urochloa arrecta) também formam tapetes, mas costumam ter folhas mais largas, bainhas e nervuras mais evidentes e comportamento mais agressivo/invasor fora de seu local de origem.\n- Outras “canaranas” (Echinochloa spp.) são mais eretas e robustas, com inflorescências mais ramificadas e densas.\n\nEstado de conservação\n- Espécie comum e amplamente distribuída; não é considerada ameaçada. Em geral é nativa e importante ecologicamente, mas pode se tornar incômoda em ambientes alterados pelo excesso de nutrientes.\n\nResumo rápido\n- Gramínea aquática nativa, que flutua e forma tapetes.\n- Cresce rápido, se espalha por fragmentos e sementes.\n- Importante para a fauna e a dinâmica de áreas alagadas.\n- Pode causar problemas quando muito abundante em canais e reservatórios enriquecidos por nutrientes.","A seguir um guia prático para plantar e manter o capim‑flutuante (Paspalum repens) em lagos, viveiros, canais lentos ou tanques ornamentais/aquicultura.\n\nResumo da espécie\n- Gramínea aquática perene, nativa de áreas alagadas tropicais/subtropicais da América do Sul.\n- Cresce por estolões que flutuam e enraízam nos nós, formando tapetes densos.\n- Útil para sombreamento, abrigo de peixes, estabilização de margens e remoção de nutrientes; porém pode se espalhar rapidamente.\n\nCondições ideais\n- Luz: sol pleno (6–8 h/dia). Tolera meia‑sombra, mas cresce menos.\n- Água: doce, pouco movimento. Melhor para margens, remansos de rios, lagoas e tanques com circulação suave.\n- Profundidade: pega melhor em margens rasas (0–50 cm). Depois, o tapete pode avançar sobre águas mais profundas.\n- Substrato: lodo/argila arenosa nas bordas ajuda o enraizamento inicial; também se fixa sem substrato, flutuando.\n- pH: cerca de 6,0–8,0. Salinidade baixa (não é espécie de água salobra).\n- Clima: crescimento vigoroso no calor. Geadas queimam a parte aérea; rebrota quando aquece, se restarem nós vivos.\n\nComo plantar\n1) Por estacas (método preferido)\n- Material: segmentos de 15–30 cm contendo 3–6 nós.\n- Margem/solo raso: deite os segmentos horizontalmente com os nós em contato com a água ou levemente cobertos por lodo; ancore com pedrinhas/grampos biodegradáveis.\n- Flutuante: disponha os segmentos na superfície próximos à margem e prenda com cordão biodegradável a uma estaca/rocha para não derivarem. Os nós emitem raízes em 1–3 semanas.\n- Espaçamento: a cada 0,5–1 m ao longo da margem; ele fecha rapidamente.\n\n2) Em cestos aquáticos (para contenção em tanques)\n- Use cestos de 5–10 L com terra pesada/argilosa (sem turfa/adubo solúvel), cubra com 2–3 cm de cascalho.\n- Deite as estacas parcialmente enterradas e submerja o cesto deixando a coroa no nível da água ou até 5 cm abaixo.\n- Essa técnica reduz a disseminação e facilita podas.\n\n3) Por sementes (menos comum)\n- Semear superficialmente sobre substrato úmido e quente; manter sempre encharcado e com luz. A germinação é variável e mais lenta que por estacas.\n\nManejo e manutenção\n- Contenção: delimite a área com cestos, barreiras flutuantes ou cordas para evitar que o tapete ocupe toda a lâmina d’água.\n- Podas/colheita: faça cortes mensais ou conforme o crescimento, mantendo no máximo 30–40% da superfície coberta para não prejudicar a oxigenação. Retire o material cortado da água (decomposição consome oxigênio).\n- Nutrientes: não adube corpos d’água naturais. Em tanques, se necessário, use pastilhas de adubo de liberação lenta dentro do cesto, com parcimônia. Excesso de nutrientes acelera demais a expansão.\n- Circulação/oxigênio: mantenha alguma movimentação de água e arejamento para evitar zonas anóxicas sob o tapete.\n- Inverno/frio: em regiões com geada, proteja uma porção em tanques internos/estufa ou mantenha estolões em baldes de água ao abrigo do frio para replantio na primavera.\n- Fauna: peixes herbívoros (ex.: tilápias, carpas) e caramujos podem consumir brotos. Para preservá‑lo, use cercados/telas; ou, ao contrário, use esses animais como controle biológico se a espécie se tornar excessiva.\n- Pragas/doenças: raras em ambiente limpo. O principal problema é competição com algas e acúmulo de lodo; controle com podas e manejo de nutrientes.\n\nBenefícios e usos\n- Estabiliza margens e reduz erosão.\n- Fornece abrigo e áreas de desova/alevinos.\n- Ajuda a remover nitrogênio e fósforo (fitoremediação) em viveiros e wetlands construídos.\n- Pode servir de forragem em áreas alagadas, quando jovem e limpa.\n\nCuidados e responsabilidade ambiental\n- Mesmo sendo nativa em grande parte do Brasil, pode se tornar dominante em ambientes pequenos. Planeje a contenção e a remoção periódica.\n- Evite introduzir em corpos d’água naturais sem autorização; consulte normas locais.\n- Descarte: seque o material removido longe de drenagens antes de compostar, para evitar rebrota e dispersão a jusante.\n- Evite cobertura total da lâmina d’água (favorece mosquitos e causa desoxigenação).\n\nSinais de ajuste de manejo\n- Tapete muito denso, água com mau cheiro ou peixes boquejando: reduzir cobertura, aumentar a aeração e remover biomassa.\n- Crescimento lento: falta de sol, água muito fria ou correnteza forte. Reposicione para área mais ensolarada/abrigada.\n- Amarelecimento: pode ser frio, sombreamento excessivo ou carência no cesto; corrija a causa, não adube a água livre.\n\nSe precisar, descreva seu ambiente (tipo de lago/tanque, profundidade, clima, presença de peixes) e monto um plano de implantação e contenção sob medida.","Capim-flutuante: um tapete verde que boia, abriga peixinhos e filtra a água. Paspalum repens, leve e flexível, é o jardim móvel dos brejos e rios!","/uploads/species_cover/paspalum-repens.webp",[],[],[],1786829047844]