[{"data":1,"prerenderedAt":69},["ShallowReactive",2],{"ficus-macrophylla":3},{"_id":4,"popular_names":5,"types":6,"categories":7,"cycles":8,"stratums":9,"gbif_id":10,"scientific_name":11,"name":12,"pictures":13,"canonical_name":60,"slug":61,"description":62,"planting_instructions":63,"short_description":64,"cover":65,"comments":66,"conversations":67,"plantDiscovers":68},"69fced3291ede900221b5a8a",[],[],[],[],[],"5570636","Ficus macrophylla Pers.","Figueira-estranguladora",[14,16,18,20,22,24,26,28,30,32,34,36,38,40,42,44,46,48,50,52,54,56,58],{"url":15},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/604917926/original.jpg",{"url":17},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/604918098/original.jpg",{"url":19},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/604918277/original.jpg",{"url":21},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/604918502/original.jpg",{"url":23},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/604918790/original.jpg",{"url":25},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/604829372/original.jpg",{"url":27},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605311396/original.jpg",{"url":29},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605311415/original.jpg",{"url":31},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605311442/original.jpg",{"url":33},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605311459/original.jpg",{"url":35},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/606250122/original.jpg",{"url":37},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/606250306/original.jpg",{"url":39},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/607344021/original.jpg",{"url":41},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/607344064/original.jpg",{"url":43},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/607344104/original.jpg",{"url":45},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/610053680/original.jpg",{"url":47},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/610053261/original.jpg",{"url":49},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/607113697/original.jpg",{"url":51},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/607113690/original.jpg",{"url":53},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/607113689/original.jpg",{"url":55},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/607113692/original.jpg",{"url":57},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/610588516/original.jpg",{"url":59},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/607707074/original.jpg","Ficus macrophylla","ficus-macrophylla","Figueira-estranguladora (Ficus macrophylla)\n\nO que é\nA figueira-estranguladora é uma espécie de figueira grande, nativa da costa leste da Austrália (Queensland e Nova Gales do Sul). É conhecida por crescer como uma enorme árvore com raízes aéreas espessas e por seu hábito de germinar em outras árvores e, aos poucos, “abraçá-las” até que estas morram — daí o nome popular “estranguladora”.\n\nAparência física\n- Porte: pode atingir alturas muito grandes em seu habitat natural (algumas árvores chegam a 30–60 m), mas em plantações urbanas costuma ficar entre 15 e 30 m. Forma uma copa ampla e densa.  \n- Tronco e raízes: tem tronco robusto e frequentemente apresenta grandes raízes tabulares (adensadas) e raízes aéreas que descem até o solo e engrossam. Essas raízes podem formar estruturas largas e impressionantes ao redor do tronco.  \n- Folhas: simples, grandes, coriáceas (mais rígidas), brilhantes por cima; geralmente entre 10 e 30 cm de comprimento, o que dá à árvore uma folhagem bastante vistosa.  \n- Frutos (figos): pequenos siconos (estruturas em forma de figo) com cerca de 1–2 cm de diâmetro; amadurecem e ficam atrativos para aves e outros animais que dispersam as sementes.\n\nCiclo de vida e reprodução\n- Estrategia de estabelecimento: muitas figueiras-estranguladoras começam como epífitas — sementes depositadas por aves germinam na copa de uma árvore hospedeira. As raízes germinadas crescem para baixo até alcançar o solo; ao se desenvolverem, envolvem o tronco do hospedeiro.  \n- “Estrangulamento”: conforme as raízes aumentam, comprimem e sombreiam o hospedeiro, que pode enfraquecer e morrer com o tempo. A figueira então ocupa o lugar do hospedeiro.  \n- Polinização: segue a típica relação obrigatória figo–vespa: uma espécie específica de vespa (Agaonidae; no caso da Ficus macrophylla, o polinizador registrado é Pleistodontes froggatti) entra no figo para pôr ovos e, ao mesmo tempo, transporta pólen, permitindo a formação de sementes. Sem a vespa apropriada, a árvore não se reproduz sexualmente.\n\nHabitat e distribuição\n- Natural: florestas subtropicais e galerias costeiras da costa leste da Austrália, em locais húmidos e bem drenados.  \n- Cultivada e naturalizada: amplamente plantada como árvore ornamental em parques e praças em regiões subtropicais e mediterrânicas do mundo (p.ex., Califórnia, Havaí, partes do Mediterrâneo e América do Sul); em alguns locais tornou-se naturalizada.\n\nEcologia e importância\n- Fonte de alimento: os figos alimentam aves, morcegos e outros animais, que por sua vez dispersam as sementes.  \n- Habitat: as copas grandes e o sistema de raízes formam microhabitats para muitas espécies.  \n- Papel ecológico: por germinar como epífita e suplantar árvores hospedeiras, altera a composição e a estrutura local das matas; isso é parte natural de ecossistemas onde ocorre.\n\nUsos pelo ser humano\n- Ornamental e de sombreamento: muito plantada em praças e avenidas por sua copa ampla e aparência monumental.  \n- Paisagismo: usada em jardins grandes, parques e como árvore isolada.  \n- Madeira e outros usos: não é uma fonte de grande valor madeireiro comparada a outras espécies, mas a árvore tem valor paisagístico e cultural — exemplares antigos são atrações turísticas em alguns lugares.\n\nCultivo e cuidados (linguagem simples)\n- Clima: prefere clima subtropical a tropical, não tolera geadas fortes.  \n- Solo: adapta-se a solos bem drenados e ricos, mas é resistente a variados tipos de solo; cresce bem em solos profundos e húmidos.  \n- Espaço: exige muito espaço — tanto aéreo quanto subterrâneo — por isso não é recomendada para calçadas, canteiros pequenos ou próximo a estruturas.  \n- Irrigação e adubação: jovem precisa de regas regulares; adubações anuais ajudam no vigor.  \n- Propagação: por sementes (mais comum, mas depende do polinizador para produção de sementes férteis) ou por estaquia/estaquias e alporquia em alguns casos.  \n- Poda: poda de formação possível quando jovem; em árvores grandes, poda só por necessidade (segurança, remoção de galhos mortos).\n\nProblemas e riscos\n- Danos urbanos: raízes podem levantar pavimentos, danificar tubulações e fundações.  \n- Invasividade: em algumas regiões onde foi introduzida, pode se naturalizar e competir com espécies nativas.  \n- Pragas e doenças: sensível a cochonilhas, pulgões e alguns fungos em situações de estresse; em cultivo urbano, pode sofrer com compactação do solo e poluição.  \n- Efeito sobre hospedeiras: o processo de “estrangulamento” pode matar árvores utilizadas como hospedeiras — um comportamento que altera a paisagem natural.\n\nCuriosidades\n- Exemplar célebre: existem indivíduos monumentais desta espécie em parques e cidades do mundo, conhecidos por suas raízes expansivas e copas imponentes.  \n- Mutualismo único: relação íntima e dependente com vespas polinizadoras — sem a vespa específica, a reprodução sexual da figueira não ocorre.\n\nEstado de conservação\n- A espécie é comum em seu habitat natural e não está entre as mais ameaçadas; no entanto, populações locais podem ser impactadas por desmatamento e urbanização.\n\nSe quiser, posso enviar instruções práticas para plantar e cuidar de uma muda de Ficus macrophylla, ou ajudar a identificar uma figueira-estranguladora a partir de fotos.","A Figueira‑estranguladora (Ficus macrophylla — Moreton Bay fig) é uma figueira grande, de crescimento vigoroso, native da Austrália subtropical. Antes de plantar, leve em conta que é uma árvore monumental com raízes muito agressivas — adequada para parques e grandes jardins, não para calçadas, fossos ou perto de fundações.\n\nResumo rápido\n- Tamanho: pode atingir 20–40 m de altura e copa muito ampla; raízes superficiais e volumosas.\n- Clima: subtropical/tropical; prefere temperaturas amenas a quentes; sensível a geadas fortes.\n- Solo: fértil, profundo, bem drenado; tolera variações, pH levemente ácido a neutro.\n- Uso recomendado: árvore de sombra, specimen em áreas amplas.\n\nPlantio\n1. Local: escolha um espaço muito amplo, mínimo 10–20 m de distância de casas, tubulações, calçadas e redes. Sol pleno a meia-sombra (cresce melhor com sol pleno).\n2. Solo: prepare um berço largo e profundo; misture terra orgânica e composto para melhorar estrutura e fertilidade. Garanta boa drenagem.\n3. Cavidade: cave um buraco pelo menos 2–3 vezes o volume do torrão. Posicione a muda com o colo do caule ao nível do solo.\n4. Plantio: preencha com mistura de solo, firme sem compactar demais; regue abundantemente para assentar o solo; aplique mulch (cobertura orgânica) mantendo 5–10 cm de distância do tronco.\n5. Espaçamento: planeje conforme o tamanho esperado da copa — 15–30 m entre árvores para plantações permanentes.\n\nRega\n- Plântulas e jovens: rega regular e profunda; manter o solo úmido mas não encharcado nas primeiras 1–2 estações.\n- Árvores estabelecidas: tolerantes a períodos de seca moderada, mas crescem melhor com regas mais espaçadas e profundas (aumenta enraizamento profundo). Evite encharcamento contínuo (risco de podridões radiculares).\n- Frequência: semanal nos meses quentes para jovens; reduz gradualmente quando estabelecida.\n\nAdubação\n- Jovens: aplicar adubo equilibrado (ex.: NPK 10-10-10 ou 14-14-14) a cada 6–8 semanas na primavera/verão ou usar liberação lenta 2–3 vezes por ano.\n- Adultas: fertilização leve a moderada na primavera; adubos ricos em nitrogênio ajudam o desenvolvimento de folhagem. Complementar com composto orgânico e cobertura morta anualmente.\n\nPoda e manejo\n- Formação: poda de formação em jovem para estabelecer um tronco claro e estrutura de copa.\n- Controle de tamanho: podas severas podem ser necessárias se quiser reduzir a copa, mas a árvore responde produzindo brotações vigorosas. Melhor podar no final do inverno/princípio da primavera antes da brotação.\n- Raízes: não subestime o poder das raízes — se necessário, instale barreiras de raiz ao plantar ou evite áreas próximas a construções.\n- Aéreos: a Ficus produz raízes aéreas que podem ser deixadas (apoio) ou podadas se indesejadas.\n\nPropagação\n- Estacas semilenhosas ou firmes: corte de 10–20 cm, hormônio de enraizamento, substrato úmido, manter alta umidade/ sombra parcial.\n- Enraizamento por estaquia, alporquia (air-layering) é muito eficaz para figueiras grandes — faça uma anelagem, encha com musgo e embrulhe; raízes se formam em semanas a meses.\n- Sementes: possível, mas não tão comum em propagação de jardim.\n\nPragas e doenças\n- Pragas: cochonilhas, pulgões, ácaros, mosca‑branca e, ocasionalmente, lagartas. Controle com óleo hortícola, sabão inseticida ou produtos sistêmicos em infestações severas.\n- Doenças: podridão radicular por Phytophthora em solos encharcados; manchas foliares fúngicas em ambiente muito úmido. Prevenção: boa drenagem, evitar rega excessiva e poda sanitária.\n- Manchas, queda de folhas: muitas vezes por estresse hídrico, pragas ou deficiências nutricionais.\n\nTemperatura e exposição\n- Prefere ambientes livres de geadas fortes. Em regiões com inverno rigoroso, não é recomendada ao ar livre.\n- Ideal: temperaturas amenas a quentes (15–30 °C). Evitar exposições prolongadas abaixo de ~5 °C.\n\nConsiderações importantes / precauções\n- Raízes muito agressivas: não plante perto de fundações, estradas, túneis, fossas, galerias técnicas, redes de esgoto ou piscinas.\n- Tamanho: planeje espaço para uma árvore enorme — em pequenos jardins a escolha não é apropriada.\n- Legislação/local: em algumas áreas pode ser controlada por ser potencialmente invasiva. Verifique regras locais antes de plantio.\n\nChecklist de cuidados (primeiros anos)\n- Plantio: local amplo, solo bem preparado.\n- Rega: regular e profunda (1–2 vezes/semana dependendo do clima) para mudas.\n- Adubo: 1× por 6–8 semanas na época de crescimento (ou fertilizante de liberação lenta).\n- Mulch: 5–10 cm ao redor, mantendo distância do tronco.\n- Poda: formação nos primeiros anos; manutenção no final do inverno/princípio da primavera.\n- Monitorar pragas/doenças: intervenha cedo com controle cultural/biológico.\n\nSe quiser, posso:\n- Sugerir espécies alternativas de Ficus menores para jardins pequenos.\n- Dar um plano de adubação específico com quantidades conforme o porte da muda.\n- Explicar passo a passo a técnica de alporquia (air‑layering) para propagação.","Figueira-estranguladora (Ficus macrophylla): gigante tropical que abraça e envolve árvores, com raízes aéreas impressionantes e copa majestosa — pura imponência!","/uploads/species_cover/ficus-macrophylla.webp",[],[],[],1786829059636]