[{"data":1,"prerenderedAt":73},["ShallowReactive",2],{"dyera-costulata":3},{"_id":4,"popular_names":5,"types":6,"categories":7,"cycles":8,"stratums":9,"gbif_id":10,"scientific_name":11,"name":12,"pictures":13,"canonical_name":64,"slug":65,"description":66,"planting_instructions":67,"short_description":68,"cover":69,"comments":70,"conversations":71,"plantDiscovers":72},"68d6bc1bdbb5c30022cc2089",[],[],[],[],[],"3169754","Dyera costulata (Miq.) 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É conhecida tanto pelo seu látex quanto pela madeira clara e fácil de trabalhar, valorizada em marcenaria fina e escultura.\n\nDistribuição e habitat\n- Ocorre principalmente na Península da Malásia, Sumatra, Bornéu e sul da Tailândia.\n- Vive em florestas tropicais úmidas de terras baixas, geralmente em solos bem drenados, do nível do mar até cerca de 300–600 m de altitude.\n- Prefere clima quente e úmido o ano todo; não tolera geadas.\n\nAspecto da planta\n- Porte: árvore emergente que pode atingir 60–75 m de altura, com tronco retilíneo e diâmetro que pode passar de 1,5 m em árvores muito antigas.\n- Casca: acinzentada a pardo-clara; ao ferir, libera um látex branco.\n- Folhas: grandes (cerca de 10–25 cm), inteiras, brilhantes, geralmente em pares ou em verticilos; têm nervuras secundárias bem marcadas (daí o nome “costulata”).\n- Flores: pequenas, esbranquiçadas a creme, reunidas em cachos; polinizadas por insetos.\n- Frutos e sementes: formam-se geralmente em pares de vagens alongadas (folículos) que se abrem liberando muitas sementes com penachos sedosos, levadas pelo vento.\n\nEcologia\n- As sementes são dispersas pelo vento; a espécie costuma se estabelecer bem em clareiras onde há mais luz.\n- O látex funciona como defesa contra herbívoros e patógenos.\n- Árvores maduras são importantes na estrutura da floresta, criando sombra e micro-habitats.\n\nUsos\n- Madeira: clara, de textura fina e uniforme, leve a moderadamente leve e muito fácil de cortar, esculpir, lixar e colar. É excelente para:\n  - entalhe e escultura,\n  - moldes e modelos (modelagem industrial),\n  - marcenaria interna, guarnições, portas e painéis,\n  - molduras, brinquedos, instrumentos de estudo e protótipos,\n  - lâminas para lápis e miolo para compensados leves.\n  Observações: não é durável ao ar livre sem tratamento; é suscetível a fungos e cupins, devendo ser preservada se usada em ambientes úmidos.\n- Látex: no passado foi explorado como alternativa à gutta-percha e chegou a ser usado como base de chicletes e em aplicações técnicas. A exploração intensa por sangria do tronco danificou muitas árvores e hoje é pouco praticada.\n\nCrescimento e cultivo\n- Cresce de moderado a rápido quando jovem, principalmente com boa luminosidade e solos profundos.\n- Mudas toleram alguma sombra inicial, mas o crescimento acelera com mais luz.\n- Propaga-se por sementes, que perdem a viabilidade rapidamente e devem ser semeadas frescas.\n- Requer solos bem drenados; encharcamento prolongado prejudica o desenvolvimento.\n\nConservação\n- Sofre pressão por perda de habitat (conversão para agricultura, inclusive óleo de palma) e por exploração madeireira.\n- Em várias avaliações é tratada como espécie em declínio; em nível global tem sido listada como Quase Ameaçada (Near Threatened) pela IUCN.\n- Medidas recomendadas: manejo florestal responsável, proteção de florestas de terras baixas e plantios para suprir a demanda por madeira sem pressionar populações nativas.\n\nNomes comuns\n- Português/inglês: jelutong\n- Malaio/indonésio: jelutong/jelutung\n\nResumo prático\n- Árvore gigante de floresta tropical, com látex e madeira clara.\n- Madeira muito fácil de trabalhar, ótima para escultura e modelagem, mas pouco durável ao tempo.\n- Importante conservar devido à exploração histórica e à perda de habitat.","Resumo da espécie\n- Nome: Jelutong (Dyera costulata), família Apocynaceae\n- Porte: árvore tropical de grande porte, 40–60 m (pode chegar a 80 m)\n- Uso: madeira leve a média (lápis, molduras, chapas), látex histórico; indicada para restauração florestal e sistemas agroflorestais, não para jardins pequenos\n- Estado de conservação: Quase Ameaçada (IUCN). Use material de origem legal e certificada\n\nCondições ideais\n- Clima: tropical úmido (24–32 °C), alta umidade, chuvas 1.800–3.000 mm/ano. Não tolera geada e sofre abaixo de ~15 °C\n- Luz: mudas preferem meia‑sombra; adultos em sol pleno\n- Solo: profundo, bem drenado, rico em matéria orgânica, franco‑argiloso ou areno‑argiloso; pH levemente ácido (aprox. 4,5–6,5). Evite encharcamento e solos calcários/salinos\n\nPropagação\n- Por sementes (mais comum)\n  - Colha frutos maduros que se abrem liberando sementes aladas; a viabilidade é curta (semanas–poucos meses). Semeie frescas\n  - Opcional: deixar de molho em água por 6–12 h\n  - Substrato leve e limpo (ex.: terra vegetal + areia + composto 1:1:1 ou com vermiculita); semeadura superficial (0,3–0,5 cm) e cobertura leve\n  - Temperatura 25–30 °C; sombra de 50–60% no início; germinação em 10–30 dias\n  - Use higiene de viveiro para evitar “damping‑off” (Trichoderma, boa drenagem)\n- Por estaquia (viável, porém menos eficiente)\n  - Estacas semilenhosas de 10–15 cm com 2–3 nós, hormônio enraizador (AIB 2.000–5.000 ppm), umidade alta e substrato muito drenado; enraizamento em 6–10 semanas\n\nManejo em viveiro\n- Recipiente: saco 15×25 cm ou maior; substrato fértil e bem drenado\n- Sombreamento: 50–60% no 1º mês; reduza para 30% e depois rustifique ao sol gradualmente\n- Irrigação: manter úmido, sem encharcar\n- Adubação leve e parcelada: por ex., NPK equilibrado em baixa dose mensal ou composto bem curtido\n- Mudas aptas ao campo: 30–50 cm de altura, 4–6 folhas verdadeiras, 3–6 meses de idade\n\nPlantio no campo\n- Época: início da estação chuvosa\n- Cova: 40×40×40 cm; incorporar 10–15 L de composto bem curtido + fosfato natural (50–100 g). Calagem só se pH muito baixo e com moderação\n- Espaçamento:\n  - Madeira/reflorestamento: 4×4 m ou 5×5 m (com desbaste futuro)\n  - Agrofloresta: 5–6 m entre árvores; consorciar com culturas de meia‑sombra (ex.: cacau, café, gengibre) nos primeiros anos\n- Técnicas: tutoramento em áreas ventosas; cobertura morta de 5–10 cm sem encostar no tronco; proteção contra formigas/cupins\n- Irrigação de estabelecimento: se chover \u003C100 mm/mês, aplicar 20–30 L/semana por planta no 1º–2º ano\n\nTratos culturais (1º–3º ano)\n- Controle de ervas: coroamento de 50–100 cm, capinas a cada 2–3 meses; preferir cobertura morta\n- Adubação de manutenção: 3–4 vezes/ano nos dois primeiros anos com pequenas doses de NPK balanceado (50–80 g/planta/dose) ou 2–3 L de composto; micronutrientes (B, Zn) podem ajudar\n- Poda de formação: manter líder único e fuste reto; remover ramos baixos gradualmente (até 1/3 da altura da árvore), no fim da estação chuvosa; desinfetar ferramentas\n- Quebra‑ventos: úteis em áreas expostas\n\nCrescimento e longo prazo\n- Ritmo: 1–2 m/ano em condições ideais; 10–15 m em 8–12 anos; rotação para madeira geralmente >25–35 anos\n- Necessidades hídricas elevadas e baixa tolerância a seca prolongada e encharcamento\n- Raízes profundas e possíveis sapopemas; plante longe de construções e linhas elétricas\n\nPragas e doenças comuns\n- Viveiro: damping‑off (Pythium/Rhizoctonia) — prevenir com substrato limpo, drenagem e biocontrole\n- Campo: podridões radiculares (Phytophthora/Ganoderma) em solos mal drenados; mancha foliar/antracnose em condições muito úmidas\n- Insetos: formigas cortadeiras e cupins nas mudas; cochonilhas/percevejos em viveiro; brocas de caule\n- Manejo integrado: monitoramento, iscas para formigas, armadilhas para brocas, óleo de neem/soap em mudas, evitar estresse hídrico e feridas no tronco\n\nLátex e madeira\n- Látex: a sangria pode começar em plantios a partir de ~7–10 anos, porém práticas inadequadas aumentam mortalidade. Se for explorar, busque orientação técnica e respeite normas locais\n- Madeira: leve a média, fácil de trabalhar; corte apenas com plano de manejo e reposição/consórcios que mantenham a diversidade\n\nOnde cultivar\n- Recomendado apenas para regiões tropicais sem geadas (ex.: Amazônia e porções úmidas do Norte/Nordeste do Brasil). Não indicado para climas subtropicais frios ou mediterrâneos\n\nDicas rápidas\n- Não é espécie para vaso além da fase de muda\n- Evite solos calcários/salinos e áreas sujeitas a alagamento\n- Não é conhecida como invasora fora da área nativa, mas priorize plantios mistos\n\nSe quiser, descreva seu local (clima, tipo de solo, espaço disponível) e o objetivo do plantio, que eu adapto um plano específico de preparo de solo, adubação e espaçamento.","Jelutong (Dyera costulata): gigante tropical asiático de seiva leitosa e madeira leve, ótima para marcenaria e esculturas. Uma estrela da floresta!","/uploads/species_cover/dyera-costulata.webp",[],[],[],1786829066908]