[{"data":1,"prerenderedAt":55},["ShallowReactive",2],{"bursera-simaruba":3},{"_id":4,"popular_names":5,"types":6,"categories":7,"cycles":8,"stratums":9,"gbif_id":10,"scientific_name":11,"name":12,"pictures":13,"canonical_name":46,"slug":47,"description":48,"planting_instructions":49,"short_description":50,"cover":51,"comments":52,"conversations":53,"plantDiscovers":54},"68d8385437c2e1002249f70c",[],[],[],[],[],"3190450","Bursera simaruba (L.) Sarg.","pau-mulato",[14,16,18,20,22,24,26,28,30,32,34,36,38,40,42,44],{"url":15},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605538377/original.jpg",{"url":17},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605556101/original.jpg",{"url":19},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605556103/original.jpg",{"url":21},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605517580/original.jpg",{"url":23},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605074871/original.jpg",{"url":25},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605074868/original.jpg",{"url":27},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/604490765/original.jpg",{"url":29},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/604633996/original.jpg",{"url":31},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605749345/original.jpg",{"url":33},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605749380/original.jpg",{"url":35},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/604837047/original.jpg",{"url":37},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/604837084/original.jpg",{"url":39},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605178761/original.jpg",{"url":41},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605178798/original.jpg",{"url":43},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605750473/original.jpg",{"url":45},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/605750540/original.jpg","Bursera simaruba","bursera-simaruba","Pau-mulato (Bursera simaruba)\n\n- Classificação e nomes: árvore da família Burseraceae (a mesma do olíbano e da mirra). Também conhecida como gumbo-limbo (inglês) e palo mulato/almácigo (espanhol).\n- Aviso sobre nomes: no Brasil, “pau-mulato” também pode se referir a outras espécies, como Calycophyllum spruceanum (Rubiaceae, amazônica) e até espécies de Commiphora. Aqui a descrição é da Bursera simaruba.\n\nAspecto geral\n- Porte: 6 a 20 m de altura, podendo chegar a 30 m em locais muito favoráveis; copa ampla, arredondada.\n- Tronco e casca: grande atração da espécie. A casca é lisa, brilhante, acobreada a avermelhada, descamando em lâminas finas que revelam tons mais claros por baixo. Quando ferida, exsuda resina aromática.\n- Folhas: compostas, imparipinadas, com 5 a 11 folíolos ovados a alongados, de margem inteira. Ao amassar, liberam cheiro resinoso. É decídua: perde as folhas na estação seca.\n- Flores: pequenas, esbranquiçadas a esverdeadas, reunidas em panículas; a espécie é em geral dióica (plantas “masculinas” e “femininas”), com polinização por abelhas e outros insetos.\n- Frutos e sementes: drupas que amadurecem do verde ao vermelho e se abrem em três partes, exibindo uma semente escura envolta por arilo vermelho-alaranjado, muito visível e apreciado por aves.\n\nDistribuição e habitat\n- Ocorre naturalmente do sul da Flórida e Caribe até a América Central e o norte da América do Sul. No Brasil, é nativa em áreas do Norte e do Nordeste (sobretudo ambientes litorâneos e de restinga) e também é cultivada em paisagismo em regiões tropicais.\n- Habitat: bordas de florestas, clareiras, restingas e encostas secas. Vai bem em solos arenosos, pedregosos, calcários ou pobres, desde que bem drenados.\n\nEcologia\n- Espécie pioneira e rústica, ótima para recompor áreas degradadas, estabilizar solos e formar corredores de fauna.\n- Muito tolerante à seca, à maresia e a ventos fortes; é conhecida por resistir bem a furacões em sua área nativa.\n- Seus frutos alimentam muitas aves (que fazem a dispersão das sementes) e pequenos mamíferos. As flores atraem abelhas e outros insetos.\n\nCrescimento e manejo\n- Crescimento rápido em boas condições (frequentemente 1–2 m/ano nos primeiros anos).\n- Luz: prefere sol pleno; tolera meia-sombra quando jovem.\n- Solo: amplo espectro, mas não gosta de encharcamento prolongado.\n- Clima: tropical a subtropical. Sensível a geadas; folhas queimam com frio intenso.\n- Raízes tendem a ser superficiais; evite plantar muito próximo a calçadas estreitas.\n- Poda: responde bem e rebrota com vigor.\n\nPropagação\n- Por sementes:\n  - Remover o arilo (polpa) vermelho-alaranjado antes da semeadura melhora a germinação.\n  - Semeie raso (cerca de 1 cm), em substrato drenado; manter úmido sem encharcar.\n  - Germina geralmente em 2–4 semanas; sementes frescas têm melhor pegamento.\n- Por estacas:\n  - Método muito usado para cercas-vivas e quebra-ventos.\n  - Estacas lenhosas grossas (1,5–3 m de comprimento e 5–15 cm de diâmetro) fincadas no início das chuvas enraízam com facilidade, muitas vezes sem necessidade de hormônios.\n\nUsos\n- Paisagismo urbano: tronco ornamental, copa boa de sombra e grande tolerância a ventos e maresia; ótima para praças e avenidas em clima quente.\n- Recuperação ambiental: pioneira eficiente para revegetar áreas degradadas e estabilizar taludes e dunas.\n- Cerca-viva e quebra-vento: pega fácil por estacas e forma barreiras vigorosas.\n- Madeira: leve e macia; usada localmente em caixotaria, miolo de portas, artesanato e esculturas leves. Não é muito durável ao apodrecimento sem tratamento.\n- Resina e casca: tradicionalmente usadas na medicina popular como adstringentes e cicatrizantes (por exemplo, para irritações de pele) e em chás para resfriados; a resina é aromática e já foi empregada como incenso e verniz. Uso medicinal tradicional não substitui orientação profissional.\n\nFenologia (varia com a região)\n- Geralmente floresce no fim da estação seca/início das chuvas; frutifica alguns meses depois, no pico das chuvas ou logo após.\n\nPragas e doenças\n- Em geral rústica. Pode sofrer com formigas-cortadeiras quando jovem, cochonilhas e algumas lagartas desfolhadoras. Evitar solos encharcados reduz problemas radiculares.\n\nConservação\n- Ampla distribuição e abundância em muitas áreas; classificada como pouco preocupante (Least Concern) em avaliações globais.\n\nComo reconhecer e diferenciar\n- O tronco “acobreado que descama” é a marca registrada. Em comparação:\n  - Calycophyllum spruceanum (outro “pau-mulato” amazônico) tem casca mais esverdeada a acinzentada e pertence a outra família (Rubiaceae).\n  - Commiphora leptophloeos (imburana-de-cambão) também tem casca descamante, mas folhagem e odor diferem; sua distribuição é típica da Caatinga.\n\nResumo prático\n- Árvore bonita, resistente à seca e maresia, de crescimento rápido, ótima para sombra, recuperação de áreas e cercas-vivas por estacas. Precisa de sol, solo drenado e clima sem geadas fortes. Atrai fauna e tem longa relação com usos tradicionais pela resina aromática e pela casca.","Segue um guia prático para plantar e cuidar do pau‑mulato Bursera simaruba.\n\nResumo da espécie\n- Nome comum: pau-mulato (também chamado gumbo-limbo)\n- Família: Burseraceae\n- Porte: árvore de médio a grande porte (10–25 m), tronco com casca lisa que se desprende em lâminas acobreadas\n- Hábito: semidecídua/decídua na seca\n- Crescimento: rápido\n- Uso: sombreiro, quebra‑vento, arborização e “cerca viva” a partir de estacas\n- Observação: “Pau‑mulato” também pode nomear outras espécies regionais; confirme pelo tronco acobreado que descama e cheiro resinoso da casca/folhas.\n\nCondições ideais\n- Clima: tropical a subtropical quente. Sensível a geadas (evite onde ocorrem geadas frequentes).\n- Luz: sol pleno (ideal) a meia‑sombra.\n- Solo: bem drenado (arenoso ou franco‑arenoso), tolera solos calcários e alguma salinidade. Evite encharcamento.\n- pH: levemente ácido a alcalino (≈ 6,0–8,0).\n- Vento/maresia: muito tolerante; boa para áreas costeiras e como quebra‑vento.\n\nComo plantar (muda envasada)\n1) Local e espaçamento:\n   - Distância de construções/cabos: 5–8 m (copa ampla e altura elevada).\n   - Espaçamento entre árvores: 6–10 m para sombreamento ou linhas de quebra‑vento.\n2) Preparo do solo:\n   - Descompacte 40–60 cm de profundidade.\n   - Misture ao solo retirado 20–30% de composto orgânico bem curtido. Em solos muito argilosos, incorpore areia grossa para melhorar a drenagem.\n3) Plantio:\n   - Abra cova de 50×50×50 cm (maior se a muda for grande).\n   - Hidrate o torrão antes de plantar.\n   - Posicione a muda no nível do solo, sem enterrar o colo.\n   - Complete com a mistura e firme levemente.\n   - Regue em seguida e aplique 5–8 cm de cobertura morta (mulch), afastada 5–10 cm do tronco.\n\nRega\n- 0–3 meses: regas profundas 2–3×/semana (solo sempre levemente úmido, não encharcado).\n- 4–12 meses: 1–2×/semana; em solos arenosos ou durante secas, aumentar a frequência.\n- Após estabelecida (≈ 1 ano): muito tolerante à seca; regas apenas em estiagens prolongadas ou se houver murcha.\n\nAdubação\n- No plantio: composto orgânico + uma dose leve de NPK equilibrado (ex.: 10‑10‑10, 30–50 g misturados ao solo da cova).\n- Manutenção: 1–2 adubações leves/ano nos 2 primeiros anos (orgânico ou NPK equilibrado). Depois, geralmente dispensa adubação.\n\nPoda e condução\n- Forma-se bem com 1–3 troncos. Retire galhos baixos/competidores no final da estação chuvosa ou no fim do inverno local.\n- Faça podas leves; a espécie cicatriza bem. Remova ramos cruzados, secos ou doentes.\n- Evite podas drásticas repetidas em áreas urbanas.\n\nPropagação\n- Estacas (método mais fácil):\n  - Estacas lenhosas grossas “peão” de 1–2 m enraízam com alta taxa.\n  - Corte no fim da seca/início das chuvas. Deixe a base cicatrizar 1 dia à sombra.\n  - Enterre 20–40 cm da estaca, mantenha firme e irrigue regularmente nas primeiras semanas.\n  - Também pega por estacas menores (20–40 cm), com hormônio enraizador opcional.\n- Sementes:\n  - Use sementes frescas. Retire a polpa e lave; pode hidratar 12–24 h.\n  - Semeie a 0,5–1 cm de profundidade em substrato drenado, 25–30 °C, luminosidade indireta.\n  - Germinação em 2–4 semanas. Transplante quando tiver 3–4 folhas.\n\nCalendário sugerido\n- Plantio a céu aberto: início da estação chuvosa.\n- Podas de formação: final da estação chuvosa ou fim do inverno.\n- Adubação de manutenção: início e meio da estação de crescimento.\n\nPragas e doenças\n- Geralmente resistente. Ocasionalmente: cochonilhas e fumagina; trate com óleo mineral/neem. Evite encharcamento para prevenir fungos radiculares.\n\nDicas adicionais\n- Queda de folhas na seca é normal.\n- Cobertura morta ajuda a conservar umidade e reduzir capina.\n- Excelente tolerância a vento e maresia; muito usada após furacões como espécie “resiliente”.\n\nSegurança/observações\n- A seiva é resinosa; pessoas sensíveis podem apresentar leve irritação cutânea. Use luvas em podas.\n- Não plante sob fiação devido ao porte final.\n\nEm vaso?\n- Possível apenas temporariamente quando jovem (vaso grande, drenagem excelente). A espécie cresce rápido e deve ir ao solo.\n\nSe você informar sua região/clima e tamanho desejado, posso ajustar espaçamento, época de plantio e manejo de irrigação com mais precisão.","Pau-mulato (Bursera simaruba): tronco liso que descasca, reluz cobre e exala resina. Flores atraem abelhas. Rústico, resistente à seca e cheio de charme!","/uploads/species_cover/bursera-simaruba.webp",[],[],[],1786829081015]