[{"data":1,"prerenderedAt":103},["ShallowReactive",2],{"aspidosperma-pyrifolium":3},{"_id":4,"popular_names":5,"types":6,"categories":7,"cycles":8,"stratums":9,"gbif_id":10,"scientific_name":11,"name":12,"pictures":13,"canonical_name":94,"slug":95,"description":96,"planting_instructions":97,"short_description":98,"cover":99,"comments":100,"conversations":101,"plantDiscovers":102},"68d93db09707530022cdb5a6",[],[],[],[],[],"7316881","Aspidosperma pyrifolium Mart.","Pereiro",[14,16,18,20,22,24,26,28,30,32,34,36,38,40,42,44,46,48,50,52,54,56,58,60,62,64,66,68,70,72,74,76,78,80,82,84,86,88,90,92],{"url":15},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/610029823/original.jpg",{"url":17},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/610029828/original.jpg",{"url":19},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/616766421/original.jpg",{"url":21},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/462349647/original.jpeg",{"url":23},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/462349673/original.jpeg",{"url":25},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/462349687/original.jpeg",{"url":27},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/477781195/original.jpeg",{"url":29},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/500468901/original.jpeg",{"url":31},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/500468947/original.jpeg",{"url":33},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/500469477/original.jpeg",{"url":35},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/500470138/original.jpeg",{"url":37},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/544627242/original.jpg",{"url":39},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592983971/original.jpg",{"url":41},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984237/original.jpg",{"url":43},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984241/original.jpg",{"url":45},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984239/original.jpg",{"url":47},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984271/original.jpg",{"url":49},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984273/original.jpg",{"url":51},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984279/original.jpg",{"url":53},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984293/original.jpg",{"url":55},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984296/original.jpg",{"url":57},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984303/original.jpg",{"url":59},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984320/original.jpg",{"url":61},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984325/original.jpg",{"url":63},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984328/original.jpg",{"url":65},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984350/original.jpg",{"url":67},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984343/original.jpg",{"url":69},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984342/original.jpg",{"url":71},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984365/original.jpg",{"url":73},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984371/original.jpg",{"url":75},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/592984370/original.jpg",{"url":77},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/602995540/original.jpg",{"url":79},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/602995568/original.jpg",{"url":81},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/602995604/original.jpg",{"url":83},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/598841878/original.jpg",{"url":85},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/598841966/original.jpg",{"url":87},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/598841990/original.jpg",{"url":89},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/617587585/original.jpg",{"url":91},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/617587604/original.jpg",{"url":93},"https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/617587619/original.jpg","Aspidosperma pyrifolium","aspidosperma-pyrifolium","Pereiro (Aspidosperma pyrifolium)\n\nClassificação e nomes\n- Família: Apocynaceae\n- Nomes populares: pereiro, pereiro-do-sertão, pau-pereiro\n- Origem: Caatinga, no Nordeste do Brasil (PI, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA) e norte de Minas Gerais\n\nComo é a planta\n- Porte: árvore de 3 a 12 m de altura, copa irregular e tronco tortuoso\n- Casca: grossa, escura e fendida; quando ferida, solta látex branco\n- Folhas: simples, geralmente opostas, pequenas (cerca de 3 a 9 cm), firmes (coriáceas), de formato oval a mais larga na ponta (lembrando uma “pera”, como indica o nome pyrifolium), com borda inteira\n- Decídua: perde as folhas na seca para economizar água\n- Flores: pequenas, branco-creme a esverdeadas, com perfume suave; surgem em grupos nos ramos, muitas vezes quando a árvore está quase sem folhas; atraem abelhas e outros insetos\n- Frutos e sementes: frutos lenhosos em forma de folículos que se abrem, liberando sementes achatadas com uma “asa” fina; o vento espalha as sementes\n\nAmbiente e distribuição\n- Habitat: típica da Caatinga; cresce em áreas secas, com solos rasos, pedregosos, muitas vezes calcários\n- Clima: muito resistente à seca e ao calor; não gosta de encharcamento\n- Altitude: do nível do mar até cerca de 800–900 m\n\nEcologia\n- Espécie importante para a fauna: flores melíferas (bons recursos para abelhas, inclusive na seca)\n- Dispersão das sementes pelo vento\n- Casca grossa ajuda a suportar queimadas leves e insolação intensa\n- Indicada para recuperação de áreas degradadas na Caatinga por ser rústica e tolerante\n\nFenologia (ciclo anual)\n- Folhagem: cai na estação seca\n- Floração: geralmente no fim da seca e início das chuvas (varia conforme a região)\n- Frutificação: alguns meses após a floração, com liberação das sementes na estação mais ventosa\n\nUsos\n- Madeira: densa, firme e durável; usada para estacas, mourões, caibros, cercas, peças rústicas, além de lenha e carvão\n- Melífera: muito valorizada por apicultores do semiárido\n- Paisagismo rústico e sombreamento em áreas secas\n- Restauração ecológica na Caatinga\n\nPropriedades da madeira (em linhas gerais)\n- Cor: castanho a escuro\n- Densidade: média a alta\n- Durabilidade: boa resistência natural a cupins e apodrecimento em contato com o solo\n- Trabalhabilidade: pode ser difícil de serrar e pregar devido à dureza\n\nCultivo e manejo\n- Luz: pleno sol\n- Solo: bem drenado; tolera solos pobres, pedregosos e levemente alcalinos\n- Água: muito tolerante à seca depois de estabelecida; evitar encharcamento\n- Espaçamento (reflorestamento): em geral 3 x 3 m (ajustar conforme objetivo)\n- Manejo: proteger mudas jovens de formigas-cortadeiras e do pisoteio; controlar plantas competidoras nos primeiros meses\n- Crescimento: de moderado a rápido em clima quente; raiz pivotante profunda, o que confere resistência à seca, mas pede cuidado ao transplantar mudas mais velhas\n\nPropagação por sementes\n- Coleta: colher frutos maduros quando escurecem e começam a abrir\n- Preparo: retirar a “asa” da semente com cuidado; semear de preferência logo após a colheita (viabilidade cai com o tempo)\n- Semeio: substrato leve e bem drenado; cobrir levemente; manter úmido, não encharcado\n- Germinação: geralmente entre 7 e 20 dias em condições quentes\n- Viveiro: sombreamento leve (30–50%) no início; levar ao sol gradativamente; plantar no campo quando as mudas tiverem 20–40 cm\n\nRestauração ecológica\n- Papel: espécie “núcleo” na Caatinga, ajuda a estruturar o ambiente e atrair polinizadores\n- Estratégia: pode ser usada em plantios mistos com outras nativas da Caatinga (angicos, juremas, cactáceas, mofumbo etc.)\n- Vantagens: alta sobrevivência em seca prolongada e baixa exigência de solo\n\nRiscos e toxicidade\n- Como outras Apocynaceae, possui látex e alcaloides; evitar ingestão e contato com mucosas\n- Manusear com luvas ao cortar ramos ou descascar, pois o látex pode causar irritação\n- Animais: evitar que consumam grandes quantidades de folhas verdes ou casca\n\nConservação e ameaças\n- Situação: comum em muitas áreas da Caatinga\n- Ameaças locais: desmatamento, uso excessivo para lenha/carvão, superpastejo\n- Resiliência: rebrota após cortes e suporta seca, mas a pressão contínua reduz populações; manejo sustentável é importante\n\nCuriosidades e etimologia\n- O nome específico pyrifolium significa “folhas em forma de pera”, referência ao formato obovado das folhas\n- O gênero Aspidosperma é conhecido por madeiras duras (como as “perobas”) e por alcaloides indólicos estudados pela ciência\n\nResumo de identificação rápida\n- Árvore da Caatinga, tronco escuro e fendido com látex branco\n- Folhas pequenas, firmes, muitas vezes opostas, caem na seca\n- Flores claras e perfumadas, surgem no fim da seca/início das chuvas\n- Frutos que abrem liberando sementes com “asa” levadas pelo vento\n- Muito resistente à seca e valiosa para abelhas e usos rurais","Aqui vai um guia prático para plantar e cuidar do Pereiro (Aspidosperma pyrifolium), árvore nativa da Caatinga, rústica e melífera.\n\nResumo da espécie\n- Porte: 5–12 m (pode passar disso em locais favoráveis), caducifólia.\n- Exigência de luz: sol pleno.\n- Clima: quente e seco; sensível a geadas.\n- Solo: bem drenado, de média a baixa fertilidade; tolera solos pedregosos e calcários; não tolera encharcamento.\n- Uso: restauração de Caatinga, cerca viva, madeira (estacas), melífera, paisagismo rústico.\n\nPropagação e produção de mudas\n- Coleta de sementes: frutos (folículos) amadurecem e abrem na estação seca/início das chuvas; colha quando marrons e começando a abrir. As sementes são aladas e leves.\n- Viabilidade: cai rápido; semeie de preferência até 2–3 meses após a coleta (armazenar em local fresco e seco, bem vedado).\n- Tratamento: não precisa de escarificação ou dormência.\n- Semeadura:\n  - Em tubetes profundos (180–280 mL) ou saquinhos 12–15 cm de diâmetro, para acomodar o pivotante.\n  - Substrato leve e drenado: ex. 2 partes de terra/areia + 1 parte de composto bem curtido + 1 parte de areia grossa.\n  - Semeie 1–2 sementes por recipiente na superfície, cobrindo levemente (0,3–0,5 cm) ou apenas pressionando com uma fina camada de areia.\n  - Sombreamento inicial de 30–40% por 2–3 semanas; depois levar gradualmente ao sol pleno.\n  - Irrigação leve e frequente no viveiro, sem encharcar. Atenção ao “damping-off” (evitar excesso de umidade).\n  - Germinação: em geral 10–20 dias.\n  - Mudas prontas para campo com 20–30 cm de altura e boa raiz (em 3–4 meses). Faça rustificação reduzindo a irrigação 1–2 semanas antes do plantio.\n\nPlantio em campo\n- Época: início da estação chuvosa.\n- Cova: 30 × 30 × 30 cm (ou 40 × 40 em solos compactados).\n- Adubação de cova (opcional, em solos muito pobres):\n  - 2–3 kg de composto bem curtido ou esterco curtido.\n  - 50–100 g de fosfato natural ou superfosfato simples.\n  - Misturar bem ao solo de cobertura. Evite adubos nitrogenados fortes no plantio.\n- Espaçamento:\n  - Restauração/consórcio: 3 × 3 m (até 4 × 4 m).\n  - Cercas vivas/renques: 2–3 m entre plantas.\n- Modo de plantar: manter o colo na mesma altura do viveiro, firmar o solo, regar 5–10 L após o plantio.\n- Cobertura morta: 5–8 cm com palha/folhas a 5–10 cm do caule para conservar umidade e suprimir mato.\n\nManejo inicial (1º–2º ano)\n- Irrigação: na ausência de chuvas, regas semanais nas primeiras 6–8 semanas; depois apenas em estiagens prolongadas (especialmente no primeiro ano).\n- Capina/coroamento: manter 0,5–1 m ao redor sem competição; repetir 3–4 vezes no 1º ano. Aplique mulch sempre que possível.\n- Tutoramento: em áreas de vento, tutorar por 6–12 meses.\n- Poda de formação: selecionar um líder central após 8–12 meses; remover ramos baixos e cruzados no fim da estação chuvosa. Evite podas drásticas.\n- Proteção: mudas jovens são suscetíveis a formigas/termitas e ao pastejo de caprinos/bovinos; use protetores ou cercas.\n\nCrescimento e manejo posterior\n- Crescimento: moderado a rápido em boas condições (≈0,8–1,5 m/ano nos primeiros anos). Tolera estiagens após estabelecido.\n- Adubação de cobertura (apenas se necessário): pequena dose aos 4–6 e 12 meses (ex.: 50–100 g/planta de formulação balanceada), mantendo prioridade para matéria orgânica e cobertura morta.\n- Poda: apenas de formação ou limpeza. A espécie rebrota após cortes, mas para fuste reto evite desbastes severos.\n- Longevidade e uso: madeira densa e durável (estacas, lenha), flores melíferas em períodos críticos de seca.\n\nCondições de solo e clima\n- pH: tolera levemente ácido a alcalino (≈6,0–8,0).\n- Drenagem: essencial; evite áreas encharcáveis/baixios.\n- Clima: típico da Caatinga; não é indicada para locais com geadas. Em regiões mais úmidas, plante em locais bem ensolarados e drenados para evitar fungos.\n\nPragas e doenças\n- Viveiro: damping-off por fungos (previna com boa drenagem e espaçamento), pulgões e cochonilhas (tratar com óleo de neem/óleo mineral a 1%, repetindo a cada 7–10 dias se necessário).\n- Campo: geralmente rústica; atenção a formigas-cortadeiras e cupins na fase jovem. Controle preferencialmente com iscas específicas e barreiras físicas; mantenha o coroamento limpo.\n\nFenologia e coleta\n- Em grande parte do NE brasileiro: floresce na estação seca e frutifica entre o fim da seca e início das chuvas (varia por região/ano).\n- Coleta: recolha frutos quando começarem a abrir; seque à sombra em local ventilado e recolha as sementes aladas.\n\nDicas para restauração/agroecologia\n- Excelente espécie “enfermeira” para áreas degradadas e pedregosas; ajuda a criar microclima.\n- Pode ser usada em semeadura direta: 3–5 sementes por cova a 1 cm de profundidade no início das chuvas; depois desbastar para 1 planta.\n- Cobertura com pedras (“mulch” mineral) e galhadas reduz evaporação no semiárido.\n\nSegurança e legal\n- Látex e sementes contêm alcaloides; não ingerir. Use luvas ao podar e evite contato do látex com olhos/pele sensível.\n- Em áreas de proteção, verifique regras para coleta de sementes e manejo de nativas.\n\nSe você informar sua região e objetivo (paisagismo urbano, cerca viva, restauração, madeira), ajusto espaçamento, adubação e calendário às suas condições locais.","Pereiro (Aspidosperma pyrifolium): árvore do sertão, campeã da seca, tronco retorcido e flores brancas que perfumam e dão vida à Caatinga.","/uploads/species_cover/aspidosperma-pyrifolium.webp",[],[],[],1786829081972]